Bem, a aula de hoje foi realmente importante. Tivemos oportunidade de saber as nossas falhas( e as dos colegas), saber o nível da nossa particiação, dá opiniões sobre os colegas, avaliar a participação de cada um, fazer a nossa auto-avaliação, o que não é tarefa das mais fáceis. Foi imprenscindível esta "interatividade", o que mais complicou foi termos que atribuirmos nota a nós mesmos e aos colegas. Primeiramente, fomos para o outro laboratório, e seguimos o cronograma proposto pela professora, postamos e justificamos o artigo, discutimos sobre o produto multimídia e a o planejamento da terceira semana de SL,tarefas que ficaram adiadas, pois a professora, generosamente, nos deu mais um tempo: uma semana. Depois fizemos a avaliação da disciplina, dos colegas e a auto-avaliação, como já foi dito. O melhor desta aula foi a possibilidade de justificarmos as nossas falhas, e de nos redisciplinarmos e suprirmos estas falhas. Eu, particularmente, gostei muito,foi a melhor aula. Bjs!!!
Impressos e Educação: A Leitura como prática social

Talita Souza Bastos

Ao tentar abordar este tema complexo, porém fundamental para a análise de educadores, pesquisadores da educação e todos aqueles que se comprometem com os problemas educativos, achei válido fazer um breve histórico sobre a escrita. Sabemos que esta precedeu a leitura e que o seu surgimento deu-se como um “divisor de águas” da existência humana. E desde a época em que os homens usavam signos como forma de expressarem seus pensamentos e sentimentos até a criação do alfabeto tornou-se necessário universalizar o acesso a este sistema de representação, para que a comunicação ocorresse de forma global. A partir desta necessidade é que se criou uma prática que inicialmente foi exercida para decifrar o que era escrito: A leitura. Séculos passaram, outras criações surgiram, a exemplo dos impressos e suas publicações, e ainda hoje se faz o uso da leitura como decodificação de palavras, sem se fazer uma compreensão, nem se ter um envolvimento com o que está escrito. Pesquisas feitas por estudiosos do assunto, na busca pela compreensão do porquê deste equívoco ser comum a grande parte dos leitores, apontam como sendo a metodologia usada no momento do ensino e do incentivo à leitura a principal causa do problema. Tomemos como exemplo a criança que tem sua aprendizagem baseada nos conhecimentos transmitidos pelos adultos (professores, familiares ou outros), onde qualquer falha ocorrida nesta transmissão lhe trará, a longo prazo, danos que por muitas vezes se tornam irreversíveis. A criança depois de alfabetizada, passa por uma divisão da leitura. Na família, por exemplo, alguns membros incentivam-na à leitura formal e científica, alegando que ao fazê-la a criança desenvolve a sua curiosidade, e supondo que este tipo de leitura seja essencial à intelectualidade e reprimindo leitura de outros gêneros. Outros fazem apologia às a leitura lúdica, considerando um erro separar a criança de sua imaginação. Esta divisão deixa a criança confusa, que além de está cheia de dúvidas, ainda perde a sua autonomia e liberdade da sua leitura. Um outro equívoco cometido, talvez, mais pelos docentes, é a leitura por imposição. O professor manda que o aluno leia sem lhe apresentar nenhuma razão convincente para fazê-la. Muitos destes professores associam a leitura a nota avaliativa, tornando esta prática em tarefa, onde o aluno só a faz na expectativa de obter retornos como elogios à sua voz , destaque entre os demais, etc. Há também, aqueles que impõem aos alunos a leitura em voz alta, o que leva a muitos que não obtêm êxito a tomarem aversão a ler, ficando até traumatizados. Para alguns estudiosos, este tipo de metodologia é ineficaz e excludente, como escreveu o autor José Juvêncio em seu livro Alfabetização e Leitura: “a escrita é uma linguagem para os olhos e não para os ouvidos. Ler não é traduzir o escrito em oral para chegar à compreensão”. Ainda no âmbito escolar, outras falhas cometidas pelos professores é a repressão da leitura livre ou de distração. Os alunos são reprimidos quando lêem quaisquer impressos cujo conteúdo não esteja dentro dos parâmetros, do que os professores julgam construtivos. Esta negação à leitura descontraída, tira do aluno a vontade de ler, uma vez que, ele não sinta nenhum prazer em fazê-lo. O mesmo acontece quando os professores submetem os alunos à leitura de textos acadêmicos complexos e enfadonhos, exigindo-lhes a absorção das idéias do autor, que por muitas vezes ocorre de forma decorada, como se estes alunos fossem “máquinas devoradoras de obras alheias”, negando-lhes a compreensão do que leu e a possibilidade da produção e da co-autoria. Como reflexo desta metodologia, ocorre a insatisfação pela leitura, onde esta adquire um papel que não lhe é inerente: o de uma atividade maçante e desprazerosa. Outros que contribuem para a degradação da leitura são as editoras de revistas ilustradas que, na busca de venderem o máximo de exemplares possível, por saberem do desinteresse de muitas crianças pela leitura, fazem publicações cobertas de imagens com textos reduzidos. As falhas citadas e as demais existentes, quando cometidas, deixam lacunas no desenvolvimento da criança.
É inconcebível que no mundo contemporâneo, marcado por tantas transformações, inclusive pedagógicas, a leitura seja praticada de maneira distorcida. Se lutamos por mudanças, e mudamos por um desenvolvimento da humanidade nos seus mais variados aspectos, esta realidade tem que ser modificada. E nós educadores, nas nossas funções de socializar indivíduos, formando-os sujeitos conscientes, devemos promover mudanças nas metodologias enraizadas nas escolas, buscando medidas e estratégias para formar crianças em verdadeiros leitores, fugindo a possibilidade de uma nova metodologia perfeita, o que seria um tanto utópico, mas levando em consideração as individualidades de cada aluno, para aplicar-lhe a melhor técnica de aprendizagem. Tornando-os cientes da importância da leitura para o homem, quando esta associada ao surgimento da escrita, representou um marco na história da humanidade. Inserindo nestes alunos o entendimento de que esta prática pode abrir a eles portas, e transportá-los além das letras e das páginas, pois como dizia o autor Maurice Blanchot: “ato livre, a leitura é, sobretudo um ato feliz, pacificado... é uma dança”. De certo que as crianças não se transformarão em leitores de um dia ao outro, para isto ela percorre um trajeto, onde o principal é descobrir, na íntegra, o que é ler. E esse trajeto se inicia no momento em que as condições do meio lhe sejam favoráveis. Por isto, enfatizo aqui, mais uma vez, a importância do professor em comprometer-se com o desenvolvimento da leitura de seus alunos. Pois, crianças se tornarão adultos, e é nesta fase que apresentarão os hiatos refletidos das falhas cometidas em seu percurso educativo. A leitura é uma competência, é um grande passo para adquirirmos conhecimentos, assim sendo, deve ser exercida como prática social e não mais como decodificação. Se assim seguirmos, centrados na idéia de proporcionarmos, dentro das nossas possibilidades, um conhecimento cada vez mais amplo, fomentando o progresso e as idéias transformadoras, com certeza estaremos dando a nossa parcela de contribuição para um futuro realmente melhor.



“Leitor é o sujeito que, a partir de suas condições histórico-cultural, reelabora as palavras do autor em palavras próprias”. (Zilberman e Silva. 1999).



Referências bibliográficas:

BARBOSA, José Juvêncio. "Alfabetização e Leitura". ed. Cortez
ORLANDI, Eni Puccinelli.1998 "A leitura e os leitores". ed. Pontes
NUNES, J.H.1992 "Aspectos da Forma Histórica do Leitor Brasileiro na Atualidade". ed. Mimeo
ORLANDI, E. 1998 Discurso e Leitura .ed. Cortez, SP
Na aula de hoje foram apresentados dois temas do seminário que foram: "Impressos e educação" e TV e Vídeo e educação". O seminário aconteceu de forma abrangente, como um debate, onde houve a participação dos colegas. Durante a apresentação dos temas pelas equipes, questões foram levantadas,fazendo a relação do conteúdo com as práticas educativas, abrindo espaço para o diálogo. Foi muito produtivo, principalmente por terem sido debatidos temas que envolvem a nossa realidade, a nossa escolha profissional. Pudemos fazer nossas colocações acerca de temas que estão ligados diretamente com nossa vida.
HJ tivemos uma aula sobre Oficina de produção de páginas para a net (Twiki), sob a responsabilidade de Mônica Paz. Criamos nossa página no Twiki e configuramos. Logo após reunimos os grupos para a dicussão dos seminários que serão realizados.
Na aula de hoje conceituamos, juntamente com a professora, as palavras interatividade, virtual, cibenauta,dentre outras. Além de nos dar os significados destas palavras, a aula contribuiu para esclarecer algumas dúvidas, e distinguir o verdadeiro conceito destas palavras com os conceitos que ouvimos cotidianamente.Foi muito válido!!!
Na aula de hj tivemos uma aula com a orienatanda Adriane Halmann sobre o Blog e sua importância, dicas para uma melhor incrementação, como utilizá-lo etc.O Blog, se bem utilizado, é de grande contribuição para quem acessa a Internet, seria importante sua utilização na educação, pois além de adicionar conhecimento sobre tecnologias, os alunos seriam condicionados a prática de sintetizar o seu aprendizado de uma forma menos formal e mais divertida. Integrar conhecimento a entrenimento é muito viável e oportuno em tempos contemporâneos.

Na aula de hoje houve uma breve apresentação dos grupos que elaborarão a terceira semana de softwarelivre, e tivemos que escolher o grupo do qual participaremos.A professora explicou, superficialmente, as funções de cada grupo. Escolhemos tambem o tema e formamos as equipes para os seminários que acontecerão.
Na aula de hj tivemos um debate sobre o tema inclusão digital copm a mestranda Amaleide, vários tópicos foram abordados, tais como alfabetização digital, a importância do treinamento e da formação à informática, o acesso e outros. Foi uma aula tranquila e com questões bastante deliberativas e de fundamental importância.
Na aula do dia 04/04/2206 assisti a um vídeo sobre o tabuleiro digital, depois disto houve uma discussão acerca da elaboração da terceira semana de software livre que vai acontecer na Faced, no 2 semestre, que a inda está sem data agendada, inclusive houve uma breve discussão sobre isto também, mas ainda não ficou nada definido.Este assunto me causou um pouco de estranheza, talvez pela complexidade que imagino que deva haver na execução desta tarefa que nos foi atribuída. Mas acredito que após estudarmos um pouco mais afundo o tema e nos atermos da nossa função, e com o auxílio da professora e uns dos outros, tudo se esclareça e dê certo.
Olá galera este é o meu blog. Espero receber comentários, mensagens e o que mais quiserem mandar. Valeu!!!
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